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sexta-feira, 8 de Fevereiro de 2013

"VERÃO QUENTE"

É um prazer e um orgulho constatar que temos tão bons escritores no nosso país. Nunca tinha lido nada de Domingos Amaral, mas já fiquei fã... há quem diga que, de todos os livros que publicou, este é o mais "fraquinho". Bem... se assim é, então eu quero mesmo ler os outros livros do autor, porque gostei bastante deste.
A escrita é fácil de ler, com muitas nuances de humor, embora fale de uma época complicada em termos políticos - o período após o 25 de Abril, em que reinava a confusão em Portugal.
A época política e os acontecimentos da altura estão descritos de uma forma clara e sucinta, revelando um bom trabalho de investigação e história familiar, ou não fosse o autor filho do afamado político Freitas do Amaral.
Gostei mesmo muito desta obra. Aconselho a todos que a leiam.
Em 1975, no auge do Verão Quente, com Portugal à beira de uma guerra civil, Julieta é encontrada inanimada e cega, depois de cair pela escada, na sua casa de família na Arrábida. E, num dos quartos do primeiro andar, são descobertos, já mortos, o seu marido, Miguel, e a sua irmã, Madalena. Seminus e ambos atingidos com duas balas junto ao coração, as suas mortes levam o tribunal a condenar Julieta pelo duplo homicídio.
Vinte e oito anos depois, em 2003, a cegueira traumática de Julieta desaparece e ela volta a ver. Começa também a recordar-se de muitos pormenores daquela tarde trágica em que aconteceu o crime, e em conjunto com Redonda, a sua bonita filha, e o narrador da história, vão tentar reconstituir e desvendar o terrível segredo da Arrábida, que destruiu aquela família para sempre.
Quem matou Miguel e Madalena e porquê? Será que eles eram mesmo amantes, como a polícia suspeitou? Será que Julieta descobriu a traição infiel do marido e da irmã? Ou será Álvaro, ex-marido de Madalena e um dos "capitães de Abril", o mandante daquele crime?

Notas sobre o autor:
Domingos Freitas do Amaral, nasceu a 12 de Outubro de 1967, em Lisboa. Depois de se ter formado em Economia, pela Universidade Católica Portuguesa, e de ter feito um mestrado em Relações Internacionais, na Universidade de Colúmbia, em Nova Iorque, decidiu seguir a sua carreira como jornalista. Trabalhou no jornal O Independente durante 11 anos, foi director das revistas Maxmen e GQ, é cronista no Record, além de ter colaborado com outras publicações, como o Diário de Notícias, Diário Económico, Grande Reportagem, City, Grazia, Invista e Fortuna, bem como com a Rádio Comercial e a SIC. Já tem seis romances publicados: Amor à Primeira Vista, O Fanático do Sushi, Os Cavaleiros de São João Baptista, Enquanto Salazar Dormia (já editado no Brasil e na Polónia), Já Ninguém Morre de Amor e Quando Lisboa Tremeu (também já editado no Brasil).