Sugestões para oferecer ou para ler...


quarta-feira, 19 de abril de 2017

QUEIJADINHAS DE COCO E CANELA

Há sempre aqueles dias em que nos apetece algo doce para o lanche, ou para acompanhar o café depois das refeições...
Se conseguirmos arranjar uma "fórmula mágica" que nos sacie a vontade dos doces e que não prejudique o nosso peso na balança nem "envenene" a nossa saúde com quantidades de açucar desnecessárias, é uma maravilha não é?
Tomem nota desta receita fantástica, que se faz enquanto o diabo esfrega um olho. apta para regimes Paleo e Low Carb e aprovada por toda a gente!!!
Se servirem as queijadas frescas ainda é melhor.
4 ovos
250gr de quark
raspa de limão
2 colheres de sopa de mel
60gr de coco ralado
1 colher de chá de fermento
canela q.b.

No copo da Bimby colocar o queijo quark, os ovos, a raspa de limão e o mel, e programar 1 minuto, velocidade 3.
Juntar o coco e o fermento e programar 1 minuto, velocidade 2.
Preparar as forminhas (usei formas de silicone apenas passadas por água, mas se quiserem podem untar com um pouco de óleo de coco) e deitar o preparado até 3/4.
Levar ao forno, pré-aquecido a 180º, entre 15 a 20 minutos.
Depois de frias polvilhar com canela em pó.

"PRIVATE - PRINCIPAL SUSPEITO"

Um bom policial, com capítulos curtinhos e muito fácil de ler, bem ao estilo de James Patterson.
Um crime em que todas as suspeitas apontam para Jack e o esforço que este tem que fazer para conseguir provar a sua inocência...
Crimes passionais cometidos em quartos de hotéis, aparentemente ligados à prostituição, mas sem elos em comum entre as vítimas...
São várias as pistas que nos deixam a pensar e que nos fazem sentir envolvidas com esta leitura.
Recomendo a quem goste de suspense!

Uma ex-namorada assassinada. Investigações à margem da lei.
A Private é a agência de investigação mais eficiente do mundo, criada para resolver de forma discreta os problemas dos ricos e poderosos. Jack Morgan, antigo fuzileiro naval e agente da CIA, é o seu dono. Os agentes da Private são os mais inteligentes e rápidos, e dispõem das tecnologias mais avançadas.
Desta vez, é o próprio Jack Morgan que se torna o principal suspeito da morte da sua ex-namorada. Ao mesmo tempo que é vigiado pela polícia, a Máfia obriga-o a recuperar 30 milhões de dólares em material farmacêutico roubado, e a bela presidente de uma cadeia de hotéis pede-lhe que investigue uma série de assassínios ocorridos nas suas propriedades.
Numa luta contra o tempo para provar a sua inocência, Jack tem de enfrentar os inimigos mais fortes e inteligentes de sempre. Com mais ação, intriga e surpresas do que nunca, Private: Principal Suspeito é James Patterson ao seu melhor nível.
Notas sobre o autor:
James Patterson é indiscutivelmente um dos grandes nomes do thriller, sendo mesmo o mais popular neste género em todo o mundo, com mais de 150 milhões de exemplares vendidos, traduzidos em 49 línguas.
Patterson publicou a sua primeira obra em 1976 e é autor de um impressionante número de bestsellers. Entre outros prémios, foi distinguido com o Edgar Award, a distinção mais importante do mundo atribuída a este género de romance.
A série O Clube das Investigadoras, anuncia-se como uma das mais vendidas na última década nos Estados Unidos. Foi adaptada à televisão pela ABC, em 2007. Em Portugal, os episódios da série são exibidos pelo canal por cabo Fox Life.
Patterson vive na Florida com a família.

terça-feira, 11 de abril de 2017

BOLINHOS DE BRÓCULOS E AVEIA

Cada vez é mais fácil cozinhar de forma saudável e relativamente económica, basta fazermos algumas buscas na internet e colocar a imaginação em funcionamento, tendo em conta os ingredientes que temos em casa.
Confesso que sempre fui fã de croquetes, pastéis, pataniscas e bolinhos.. aquele tipo de coisas que tanto se podem comer quentes como frias, que não dão trabalho a transportar e que tanto podem servir como refeição, como complemento de um pic-nic ou merenda na praia.
Aqui fica a receita de uns bolinhos muito fáceis e rápidos de fazer, sendo que são aptos para quem siga o regime de alimentação Paleo, devendo para isso usar aveia sem glúten.
2 chávenas de aveia triturada (se possível usar aveia sem glúten)
1 cabeça de bróculos pequena
1 batata doce média
1 chávena de queijo parmesão ralado
2 ovos
sal e pimenta q.b.

Picar os bróculos em pequenas porções e reservar.
Coza a batata doce e água e sal e esmague com um garfo.
Num recipiente misture a aveia com os bróculos triturados, acrescente a batata doce esmagada, os ovos batidos e o queijo, temperando com sal e pimenta a gosto.
Com a ajuda de 2 colheres forme os bolinhos e coloque num tabuleiro forrado com papel vegetal.
Leve ao forno, pré-aquecido a 180º, durante 30 minutos, ou até que estejam dourados.
Sirva de seguida com acompanhamento a gosto.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

"SOLTEIRA ATÉ SÁBADO"

Um livro sobre o qual alimentava grandes expectativas, mas que afinal não passa de um romance morno e bastante previsível. Qualquer leitor atento consegue facilmente perceber quais serão as "cenas dos próximos capítulos".
As personagens em si não são nada de especial, a história tem momentos confusos, embora apareçam algumas cenas (não muitas) que não deixam de ser divertidas.
A narrativa sobre um casamento de conveniência que acaba de uma forma inesperada, com uma das partes a apaixonar-se por quem não devia.
Não foi um dos meus livros favoritos, mas é um livro de fácil leitura.

Karen Jones: Loura e bonita casada com uma estrela de Hollywood, afinal é Karen quem passa os seus dias a desempenhar um papel: o de esposa feliz. Há um ano, aceitou casar com um ator para calar rumores acerca da vida privada deste. Agora, o dia do divórcio aproxima-se e há um cheque de cinco milhões de dólares à sua espera. Mas quando se prepara para sair airosamente do seu casamento falso, o cunhado lindo de morrer entra-lhe pela porta de casa… e do coração. Zach Gardner: Moreno de olhos azuis, Zach chega para celebrar o primeiro aniversário de casamento de Michael e Karen. Está ansioso por conhecer a mulher que o irmão escondeu da sua família. Mas mal Zach e Karen se encontram, surge uma faísca. Quando o casal vai visitar todo o clã dos Gardner, Karen tem de manter o segredo do marido bem escondido de todos… até de Zach, que pode muito bem ser o grande amor da sua vida.
Notas sobre a autora:
Catherine Bybee é uma autora best-seller do New York Times. Nasceu em Washington, mas mudou-se para a Califórnia depois do liceu, na esperança de se tornar atriz. Em lugar disso, formou-se em enfermagem e fez a sua carreira sobretudo em urgências hospitalares. Atualmente, é autora a tempo inteiro. Vive na Califórnia com o marido e os dois filhos.

terça-feira, 28 de março de 2017

TARTE DE BATATA DOCE E ESPINAFRES

Tenho o privilégio de viver perto da zona que produz as melhores batatas doces de todo o país (Aljezur) e se antes este era um legume a que eu até nem ligava muito, agora tornou-se num ingrediente de eleição para mim, sendo que passou a ser usado em grande parte das receitas que saem da minha cozinha.
Esta tarte é deliciosa e tem todos os nutrientes para torná-la numa refeição completa e equilibrada, sendo apta para quem pratique alimentação Paleo, ou queira fazer uma receita saudável, sem ficar com pesos na consciência. A receita foi retirada de um vídeo que vi a circular algures na net...
2 a 3 batatas doces
azeite q.b.
350gr de espinafres
220gr de cream cheese ou queijo quark
2 ovos
200gr de queijo feta
sal e piment q.b.

Lavar bem as batatas doces, mantendo a casca, cortar em rodelas finas e alourar de ambos os lados numa frigideira com azeite. Forrar completamente o fundo e as laterais de uma tarteira com as rodelas de batata.
Cozer os espinafres, escorrer bem e picá-los finamente.
Misturá-los com os restantes ingredientes, temperar a gosto com sal e pimenta, deitar por cima das batatas e levar ao forno, pré-aquecido a 160º, durante 30 minutos.
Deixar arrefecer um pouco antes de servir.

domingo, 26 de março de 2017

"O CAMINHO DO INFERNO"

Um livro intenso, que mexe profundamente com as nossas emoções, especialmente se somos mães e temos filhas adolescentes.
O desespero de uma mãe que vê desaparecer a sua filha, sem nunca mais ter havido uma pequena pista ou sinal do que poderá ter acontecido; o ruir de uma família que tinha uma vida perfeita; a morte de um dos elementos do casal na consequência de todos estes acontecimentos... e principalmente a revolta de saber quem fez desaparecer a sua jovem filha, mas não haver provas legais para incriminar o culpado...
Todos estes elementos fazem parte da trama, que está muito bem construída e tem um bom desenvolvimento, se bem que esperava mais do final.
De qualquer forma é um livro que se enquadra bem no estilo de escrita a que esta autora já nos habituou.
«A minha filha desapareceu a 28 de maio de 1986. Passaram quatro anos. Nunca mais ninguém a viu ou ouviu falar dela desde então. Não sei se está viva ou morta, se é ou se era. Se me conformar ao tempo passado, admito que a minha filha desapareceu para sempre. Se me agarrar ao presente, sujeito-me ao infinito tormento da esperança. Vivo no limbo. Não é um local agradável. Daria o que quer que fosse para de lá sair, ou pelo menos para retirar a melancolia da minha alma. Anseio por alguma espécie de limpeza, de catarse, por uma eliminação do lixo tóxico que ficou para trás, na esteira de uma má experiência. A ideia de catarse incitou-me a começar este livro. A ideia, que, ao partilhar a minha experiência com o mundo, o veneno destas memórias poderia de algum modo diluir-se, foi como lançar uma corda a alguém que estivesse a ser arrastado pelas revoltas águas de um dilúvio. O problema, porém, é que não posso escapar à corrente, por muito forte que seja essa corda. Sou mãe de uma criança desaparecida.»
Notas sobre a autora:
Tami Hoag, escritora norte-americana, é originária do Minnesota, casada e a viver em Charlottesville na Virgínia. Os seus livros aparecem nas listas americanas de bestsellers desde a publicação em 1988 do seu primeiro romance.

quarta-feira, 15 de março de 2017

PANQUECAS LOW-CARB

Umas simples panquecas que podem ser usadas ao pequeno-almoço, como ao lanche, como para tapar aquele "buraquito" que surge a meio da manhã ou da tarde.
Quem disse que o pequeno-almoço tem que ter sempre pão?
E quem disse que são precisos muitos ingredientes para fazer uma receita?
Estas panquecas levam apenas dois ingredientes.. bem... três.. se contarmos com a canela...
Ficam super fofas, saborosas e são muito rápidas de confeccionar!
2 ovos
5 colheres de sopa de coco ralado
canela em pó a gosto

Colocar todos os ingredientes numa taça e triturar com a varinha mágica até ficar uma massa homogénea.
Se quiserem e gostarem podem adicionar aroma de baunilha, ou se forem mesmo muito gulosos e acharem necessário adicionar um pouco de mel.
Colocar ao lume uma frigideira antiaderente, deixar aquecer bem e ir fazendo as panquecas em lume médio, tendo cuidado para não queimar.
Esta quantidade de ingredientes dá para 4 panquecas fofinhas.
Servir com topping a gosto. No meu caso foi iogurte grego, morangos e amêndoa laminada.
Bom apetite!!!

"O FEITIÇO DA LUA"

Sarah Addison Allen tem o dom de nos transportar para um mundo de fantasia, onde coisas estranhas acontecem, mas no final o amor e os sentimentos sinceros acabam sempre por triunfar.
Emily regressa à terra natal de sua mãe, sem conhecer o que a espera e sem saber que tipo de pessoas irá encontrar, mas com a nítida certeza que algo de estranho aconteceu no passado.
Cruza o seu caminho com várias personagens, sendo que Julia foi uma das que mais me fascinou, com o seu passado a emergir ao longo da narrativa.
Uma leitura leve e serena para qualquer idade.

No seu mais recente romance mágico, Sarah Addison Allen convida-nos a visitar uma pitoresca cidade do sul dos Estados Unidos onde duas mulheres bem diferentes descobrem como encontrar o seu lugar no mundo - por mais deslocadas que se sintam. Emily Benedict vai para Mullaby, na Carolina do Norte, na esperança de pelo menos resolver alguns dos mistérios que rodeiam a vida da mãe. Porém, assim que Emily entra na casa onde a mãe cresceu e trava conhecimento com mo avô, cuja existência sempre desconhecera, descobre que os mistérios não se resolvem em Mullaby, são um modo de vida: o papel de parede muda de padrão para se adequar ao estado de espírito do ocupante do quarto, luzes inexplicáveis dançam pelo quintal à meia-noite e uma vizinha, Julia Winterson, cozinha esperança sob a forma de bolos, desejando não apenas satisfazer a gulodice da cidade mas também reacender o amor que receia ter perdido para sempre. Mas porque desencorajam todos a relação de Emily com o atraente e misterioso filho da família mais importante de Mullaby? Ela veio para a cidade a fim de obter respostas, mas tudo o que encontra são mais perguntas.
Um bolo de colibri poderá trazer de volta um amor perdido? Haverá mesmo um fantasma a dançar no quintal de Emily? As respostas não são o nunca o que esperamos, mas nesta pequena cidade de adoráveis desadaptados, o inesperado faz parte do dia-a-dia.
Notas sobre a autora:
Sarah Addison Allen nasceu em Asheville, na Carolina do Norte. Licenciada em Literatura, a autora dedica-se actualmente ao seu terceiro romance.
Os direito de O Jardim Encantado, a sua obra de estreia foram cedidos para 15 países e só nos Estados Unidos venderam-se mais de meio milhão de exemplares. O livro foi distinguido com o prémio SIBA Novel of The Year, atribuído pela Associação de Livreiros Independentes do Sul ao melhor romance de 2008. Em Portugal, O Jardim Encantado foi igualmente um êxito, com mais de 10 mil livros vendidos. O Quarto Mágico, o seu primeiro livro, foi eleito Romance Feminino do Ano pela revista Romantic Times.

terça-feira, 7 de março de 2017

"A VINGANÇA SERVE-SE QUENTE"

Mais um livro espectacular com Helen Grace como personagem principal. Cada vez gosto mais desta personagem, mulher decidida, com personalidade forte, com grande sentido de responsabilidade com a sua missão e para com os colegas.
O enredo da história é muito interessante, gira em torno de incêndios que aparecem em toda a cidade, sem nada que aparentemente os ligue entre si, mas que é fácil de perceber que o incendiário é sempre o mesmo.
No final, depois de descoberto o culpado e as razões que o moveram a tais actos, ficamos com aquela sensação de melancolia pelo facto de o livro estar a chegar ao final.
Este é sem dúvida um dos grandes autores deste século.

Na calada da noite, três violentos incêndios iluminam os céus da cidade. Para a detetive Helen Grace, as chamas anunciam algo mais do que uma coincidência trágica — este cenário infernal de morte e destruição revela uma ameaça nunca antes vivenciada.
No decurso da investigação, descobre-se que aquele que procuram não é apenas um incendiário em busca de emoções fortes — os atos criminosos denunciam um assassino meticuloso e calculista. Alguém que pretende reduzir as suas vítimas a cinzas…
Uma nuvem negra de medo e desconfiança estende-se sobre a cidade, à espera da faísca que provocará a próxima tragédia. Conseguirá Helen descobrir a tempo quem será a próxima vítima?
Notas sobre o autor:
M. J. Arlidge trabalha em televisão há 15 anos, tendo-se especializado em produções dramáticas de alta qualidade.
Nos últimos 5 anos produziu um grande número de séries criminais passadas em horário nobre na ITV, rede de televisão do Reino Unido.
Encontra-se presentemente a escrever uma série policial para a BBC, além de estar a criar novas séries para canais de televisão britânicos e americanos.

quinta-feira, 2 de março de 2017

PÃO DE QUEIJO OCO

Mais uma daquelas receitas super fáceis, com poucos ingredientes, rápidas de confeccionar e deliciosas ao paladar... ideais para quem gosta de comer um pãozinho sem ficar com pesos na consciência.
A receita é apta para quem pratica alimentação Paleo ou Low-Carb... e também é boa para aquelas pessoas que se perguntam constantemente "Se abolir o glúten o que é que eu vou comer ao pequeno-almoço?"
Pois bem... comam um pãozinho destes... ou dois até.. e verão que ficam saciadas!
100gr de polvilho azedo
90gr de queijo quark
1 ovo pequeno
sal e oregãos q.b.

Misturar bem todos os ingredientes.
Fazer bolinhas e colocar num tabuleiro forrado com papel vegetal.
Levar ao forno, pré-aquecido a 160º, durante 10 a 15 minutos (depende se gostam deles mais ou menos lourinhos).
Servir de seguida.

sábado, 25 de fevereiro de 2017

"A VIDA SABE O QUE FAZ"

Um daqueles livros de "leitura leve" que se consegue ler facilmente.
Histórias de um amor "desencontrado" entre Carlos e Isabel e novos encontros amorosos, que irão mudar o rumo das vidas das personagens.
Há uma forte carga emocional nesta obra, abordando a espiritualidade, as conversas com Deus, o poder da oração e o acreditarmos que pensamentos positivos atraem coisas positivas para a nossa vida.
É uma leitura que nos faz sentir bem!

Isabel perde o noivo, Carlos, dado como desaparecido em combate na Segunda Guerra Mundial, e retoma a sua vida ao lado de Gilberto. Carlos regressa inesperadamente, apaixonado e ávido por recuperar os anos de juventude perdida. Isabel é colocada perante um terrível dilema. Após refletir, Isabel tem apenas uma opção: ficar ao lado de Gilberto e confrontar Carlos. Ao conhecer a decisão, Carlos revolta-se e tem dificuldade em afastar-se. Incomodado por sonhos e mensagens que não consegue compreender, será ele capaz de encontrar o seu próprio caminho ou irá lutar por Isabel até ao fim?
Notas sobre a autora:
Zibia Gasparetto foi colunista da revista brasileira Contigo! Durante quatro anos, sendo a autora que mais cartas de fãs recebia. Quando deixou de escrever, em 1997, reuniu as suas crónicas num livro intitulado Zibia Gasparetto Conversando Contigo! A autora tem actualmente um programa de rádio no Brasil, onde vive, que fala do tema da espiritualidade e convida os ouvintes a participarem pelo telefone. Em 1991, Zibia ficou viúva e passou de uma típica dona de casa a empresária, como gestora da editora Espaço Vida e Consciência. "Quando fiquei viúva, já com os filhos crescidos, senti o chão faltar aos meus pés", lembra Zibia. Foi por esta altura que a autora percebeu que a sua solução seria despertar para sobreviver. Reagiu à sua tragédia pessoal e esclareceu-se seguindo a filosofia do Espaço, que hoje defende.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

BOLO DE BANANA, AVEIA E CHIA

Há aqueles dias em que nos apetece mesmo algo doce, um bolinho para o lanche, um miminho para acompanhar o café depois do almoço ou jantar, etc.
Que tal uma receita que seja doce, saborosa e ao mesmo tempo saudável? Daquelas que podemos comer uma fatia ou duas (claro que não é o bolo todo) sem ficar com pesos na consciência (e na balança)?
A receita original (que vi algures no facebook) era em forma de queques, mas resolvi fazer "uma peça única", ou seja, um bolo. Usem uma forma pequena ou, caso queiram fazer um bolo maior, dupliquem as quantidades.
Receita indicada para quem pratique alimentação Paleo.
1 banana
4 colheres de sopa de aveia (de preferência sem glúten)
2 colheres de sopa de chia
sumo de 1 laranja
2 ovos
1 colher de chá de fermento em pó
canela em pó e amêndoa laminada q.b.

Juntar todos os ingredientes (excepto a amêndoa) e misturar com a batedeira eléctrica até obter uma massa homogénea.
Colocar num tabuleiro pequeno forrado com papel vegetal (ou em formas individuais de queques), polvilhar a superfície com canela em pó, decorar com amêndoa laminada, e levar ao forno, pré-aquecido a 180º, durante cerca de 15 minutos (fazer o teste do palito).
Deixar arrefecer, desenformar e cortar em tiras.

sábado, 18 de fevereiro de 2017

"AS DUAS IRMÃS"

Foi a primeira obra que li de Agatha Christie fora do contexto "policial/thriller/mistério" e fiquei surpreendida, embora não seja um livro fantástico.
Como sempre a autora tem uma capacidade fenomenal de descrever as personagens e de nos fazer agarrar o melhor de cada uma delas.
Laura é uma personagem deliciosa e deveras interessante, quer na sua infância, quer na idade adulta.
Já a sua irmã Shirley deixa muito a desejar, não foi uma das personagens que me tocaram.
O que me despertou de facto a atenção foi a forma algo subtil como a autora aborda o tema amor, o que a falta ou excesso deste sentimento pode despertar na vida de cada pessoa, chegando mesmo a influenciar as suas vivências futuras.
O final é um pouco estranho, mas não deixa de se enquadrar no contexto da obra.

Laura Franklin fica muito afetada pelo nascimento da irmã. Como seria de esperar, a encantadora bebé Shirley concentra as atenções da família. Os ciúmes de Laura são tão intensos que ela chega a desejar a morte de Shirley. Mas estes sentimentos negativos mudam drasticamente certa noite, quando, após um incêndio, jura protegê-la com toda a sua força e amor. Anos depois, quando Shirley começa a ansiar por liberdade e aventura, Laura terá de questionar os limites de uma relação que se tornou desigual. Terá o fardo do seu amor pela irmã tido um efeito dramático e irreversível sobre as suas vidas?
Notas sobre a autora:
Agatha Christie nasceu Agatha May Clarissa Miller, em Torquay, na Grã-Bretanha, em 1890. Durante a I Guerra Mundial, prestou serviço voluntário num hospital, primeiro como enfermeira e depois como funcionária da farmácia e do dispensário. Esta experiência revelar-se-ia fundamental, não só para o conhecimento dos venenos e preparados que figurariam em muitos dos seus livros, mas também para a própria concepção da sua carreira na escrita. Com o seu segundo marido, o arqueólogo Max Mallowan, Agatha viajaria um pouco por todo o mundo, participando activamente nas suas escavações arqueológicas, nunca abandonando contudo a escrita, nem deixando passar em claro a magnífica fonte de conhecimentos e inspiração que estas representavam.
Autora de cerca de 300 obras (entre romances de mistério, poesia, peças para rádio e teatro, contos, documentários, uma autobiografia e seis romances publicados sob o pseudónimo de Mary Westmacott), viu o seu talento e o seu papel na literatura e nas artes oficialmente reconhecidos em 1956, ano em que foi distinguida com o título de Commander of the British Empire. Em 1971, a Rainha Isabel II consagrou-a com o título de Dame of the British Empire. Deixando para trás um legado universal celebrado em mais de cem línguas, a Rainha do Crime, ou Duquesa da Morte (como ela preferia ser apelidada), morreu em 12 de Janeiro de 1976. Em 2000, a 31st Bouchercon World Mistery Convention galardoou Agatha Christie com dois prémios: ela foi considerada a Melhor Autora de Livros Policiais do Século XX e os livros protagonizados por Hercule Poirot a Melhor Série Policial do mesmo século.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

"A PRAIA ROUBADA"

A história deste livro faz-me lembrar aquelas pequenas comunidade (aldeias ou vilas) um pouco espalhadas por todo o país em que, não obstante o facto de ficarem ao lado umas das outras, vivem grandes rivalidades entre si e que os "ódios de estimação" são alimentados durante anos e anos, passando de geração em geração.
Duas pequenas ilhas que se avistam entre si, em que as suas comunidades vivem momentos de tensão e "pequenas guerras" entre si, em que vigiam e invejam os negócios uns dos outros, e em que o facto de terem menos ou mais areia nas suas praias só serve para acentuar ainda mais as discórdias.
Embora goste muito da escrita de Joanne Harris, nesta obra por vezes a narrativa é um pouco dispersa e maçadora, embora o desenlace final tenha sido melhor do que eu estava à espera.
Uma história que nos faz pensar que para as coisas dêem certo, convém que toda a gente "reme" para o mesmo lado...

Encerradas numa pequena ilha na costa do Atlântico, duas comunidades vivem de costas voltadas entre si. Enquanto La Houssinière se transformou numa cidade próspera devido ao turismo que a única praia de toda a ilha lhe proporciona, Les Salants permaneceu esquecida no tempo, habitada apenas por pescadores e marinheiros que, tal como a vida que levam, são rudes e amargos. Mado nasceu em Les Salants, mas cedo partiu com a mãe para Paris. Após a morte desta, a jovem decide voltar à ilha da sua infância e reencontrar o pai. Mas o regresso ao passado não é fácil. A ilha, constantemente varrida por um vento inclemente, encerra em si todo um universo de mistérios e contradições, inacessíveis a uma "desconhecida". Mas, estranhamente, tal parece não ter acontecido com Flynn, um jovem irlandês que, embora recém-chegado, é alvo da afeição e da confiança de todos, até do pai de Mado, um homem cujo coração está fechado para o mundo e que se mantém teimosamente recolhido num silêncio sepulcral. Face a uma comunidade fechada, supersticiosa e apostada em manter acesos ódios ancestrais, Mado decide desafiar a sorte e as marés e consegue vencer o orgulho e as crenças dos habitantes de Les Salants. Juntos, vão tentar mudar o futuro da povoação e o seu próprio destino. Para Mado, esta vai ser uma incursão no amor e o (re)encontro com os valores familiares e comunitários. Poderá um castelo de areia sobreviver às marés? Inspirado na ilha onde Joanne Harris passou alguns momentos da sua infância, A Praia Roubada transporta-nos de imediato para a nossa própria infância e, especialmente, para os inesquecíveis dias ociosamente passados à beira-mar.
Notas sobre a autora:
Escritora franco-inglesa, Joanne Michèle Sylvie Harris nasceu a 3 de Julho de 1964, em Yorkshire. Filha de pai inglês e mãe francesa, ambos professores, cresceu sentindo-se deslocada por força do seu bilinguismo, num meio adverso ao cosmopolitismo. Refugiou-se portanto na leitura, que povoou a sua fantasia de amigos imaginários, sobretudo nos primeiros dez anos da sua vida. Estudou no Wakesfield Girl's High e no Barnsley Sixth Form College. Passou grande parte da sua adolescência a escrever, imitando os seus autores favoritos, à procura do seu próprio estilo. Ao terminar o ensino secundário, ingressou no St. Catherine's College de Cambridge, onde se diplomou em Línguas e Literaturas Medievais e Modernas, Variante de Estudos Franceses e Alemães. Neste período envolveu-se em algumas actividades extra-curriculares, como a prática do Ju-Jitsu e a música, chegando a actuar em vários bares de Cambridge com o seu baixo. Antes de responder à vocação familiar do ensino, passou por uma breve fase em que trabalhou como guarda-livros e como música. Começou depois a ensinar Francês na Leeds Grammar School e, mais tarde, Literatura Francesa na Universidade de Sheffield. Em 1989 publicou o seu primeiro romance, The Evil Seed, a que se seguiu Sleep Pale Sister (1993). Ambas as obras passaram despercebidas pela crítica, nunca chegando a ser reeditadas. No entanto, dez anos após o aparecimento do seu primeiro trabalho, surgiu com Chocolat (1999). A obra, que constituiu um sucesso de vendas imediato, foi nomeada para um Prémio Whitbread. Situado num lugar exótico no vale do Loire, em França, o romance contava a história de uma jovem viúva que chega a uma aldeia oprimida e decide abrir uma lojas de chocolates, que usa para adoçar a amargura da população. Foi adaptado para o cinema pelo realizador Lasse Hallström, contando com a presença de Juliette Binoche no papel principal. No ano de 2001 apareceu Five Quarters Of The Orange (Cinco Quartos de Laranja), a que seguiram Blackberry Wine (2001), The French Kitchen, A Cookbook (2002), Coastliners (2002, A Praia Roubada) e Holy Fools (2003).

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

ARROZ DOCE DE COUVE FLOR

Cá está mais uma daquelas receitas que as pessoas torcem o nariz e dizem "que horror!!!"... confesso que eu também pensava assim, e também achava que esta combinação de ingredientes não fazia o mínimo sentido.
Mas à medida que nos habituamos ao estilo de vida/alimentação Paleo, começamos a perceber que afinal o que não faz sentido são as "teorias" que nos têm impingido ao longo dos anos.
Se me perguntarem se este arroz doce fica igual ao tradicional, a minha resposta é "Não"!!!
Se me perguntarem se este arroz doce fica bom, a minha resposta é "Delicioso!!!"
Receita do site Paleo XXI.
1/4 de couve flor
leite de amêndoa caseiro q.b. (o suficiente para cobrir a couve flor)
1 gema
1 colher de sopa de mel
1 pau de canela
casca de limão
1 estrela de anis
1 colher de sopa de manteiga clarificada (ghee)

Triturar a couve flor (quanto mais fina melhor), colocá-la num tacho e cobrir com o leite.
Acrescentar o pau de canela, o anis, a casca de limão e o mel. Deixar cozinhar até a couve ficar bem cozida.
Com cuidado acrescentar a gema, mexendo sempre para não talhar.
Já fora do lume acrescentar a manteiga, mexendo bem para derreter e envolver.
Deixar arrefecer e polvilhar com canela.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

"A CRIANÇA DE FOGO"

Narrativa espectacular e arrepiante, momentos de suspense tão intensos e envolventes que chegamos a ficar assustados até com a nossa própria sombra.
O ambiente do livro é todo ele misterioso e assustador, desde o local ermo onde se passa a maior parte da acção, com altas falésias, mar revoltado, minas escuras e assustadoras onde já muita gente morreu...
Depois temos um leque de personagens que, por si só, nos deixam com os cabelos em pé: um garoto estranho e reservado que parece conseguir prever o futuro, ainda que esse futuro sejam apenas desgraças; um marido amoroso com um passado misterioso e desconhecido; uma sogra estranha; a nova esposa Rachel, que balança na "corda bamba"; uma casa deveras aterradora...
Quem gosta de leituras arrepiantes tem aqui um livro excelente!!!

Quando Rachel se casa com David, tudo parece encaixar-se. Ao mudar-se de uma vida de mãe solteira para a bela mansão Carnhallow na Cornualha, ela ganha riqueza, amor e até um irmão para a sua filha, Millie. É então que o seu enteado, Jamie, faz uma previsão assustadora, e a vida perfeita de Rachel começa a desmoronar-se. Assombrada pelo fantasma da falecida mulher de David, a mãe de Jamie, e à medida que suspeita que a morte daquela não tenha sido suicídio, Rachel começa a temer que as palavras do enteado se tornem realidade: «Irás morrer no Natal».
Notas sobre o autor:
S. K. Tremayne é jornalista e escritor. Nasceu em Inglaterra, em 1963, e estudou Filosofia na University College London. Como jornalista escreveu para o Times, o Daily Mail, o Sunday Times e o Guardian. Em 2013 tornou-se blogger e comentador para o Daily Telegraph, no Reino Unido. Vive em Londres e tem duas filhas.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

CREME DE COENTROS

O Inverno é a estação do ano de que menos gosto e levo os dias a queixar-me do frio, da humidade, da chuva, etc... Bem sei que temos que atravessar várias mudanças de temperatura ao longo do ano, também sei que a chuva faz falta, que é "fruta da época", mas as saudades do Verão e do calor são tantas que esta época do ano chega a deixar-me deprimida.
Para animar as noites frias vingo-me nas sopas, prato cada vez mais usado e apreciado cá em casa. E não há dúvida de que, usando a Bimby, conseguimos sopas com uma cremosidade sem igual.
Desta vez optei por servir um perfumado creme de coentros...
2 dentes de alho
1 nabo médio
1/2 couve romanesca (ou couve flor)
150gr abóbora
800gr de água (ou o suficiente para cobrir apenas ligeiramente os legumes)
50gr de coentros
sal  e azeite q.b.

Descascar todos os legumes, cortar em pedaços e colocar no copo.
Separar algumas folhas de coentros para decoração, e os restantes colocar também no copo tendo cuidado de retirar os talos mais rijos.
Cobrir os legumes com água, temperar com sal e um fio de azeite e programar 20 minutos, 100º, velocidade 1.
No final triturar a sopa durante 1 minuto, progressivamente na velocidade 3-5-7.
Servir de seguida, decorando com as folhas de coentros que reservou.
Se preferir pode adicionar uma colher de sopa de natas ou ovo cozido picado.