Poucas pessoas conseguem descrever as emoções de forma tão forte como esta autora... chegamos mesmo a ser "arrastados" para o meio do trama e a sentir na pele as alegrias e tristezas das personagens.
O livro aborda um tema interessante e sempre controverso sobre todos os pontos de vista: se alguém está em coma profundo e com poucas ou nenhumas hipóteses de recuperar, qual a decisão mais acertada a tomar? Deixá-lo partir em paz ou prolongar o suporte básico de vida, na esperança de que existam melhoras?
Como decidir se é justo deixar partir alguém que amamos, sabendo que nunca mais poderemos ver essa pessoa?
Garanto que este livro consegue mexer com as emoções de qualquer pessoa, uma excelente escolha de leitura para este Verão.
Quando um lobo sabe que o seu tempo está a terminar e que já não é útil à
sua alcateia, muitas vezes escolhe afastar-se. Morre assim afastado da
sua família, do seu grupo, mantendo até ao fim todo o orgulho que lhe é
próprio e mantendo-se fiel à sua natureza. Luke Warren passou a vida
inteira a estudar lobos. Chegou inclusivamente a viver com lobos durante
longos períodos. Em muitos sentidos, Luke compreende melhor as
dinâmicas da alcateia do que as da sua própria família. A mulher,
Georgie, desistiu finalmente da solidão em que viviam e deixou-o. O
filho, Edward, de vinte e quatro anos, fugiu há seis, deixando para trás
uma relação destroçada com o pai. Recebe então um telefonema alarmante:
Luke ficou gravemente ferido num acidente de automóvel com Cara, a irmã
mais nova de Edward. De repente, tudo muda: Edward tem de regressar a
casa e enfrentar o pai que deixou aos dezoito anos. Ele e Cara têm de
decidir juntos o destino do pai. Não há respostas fáceis, e as perguntas
são muitas: que segredos esconderam Edward e Cara um do outro? Haverá
razões ocultas para deixarem o pai morrer… ou viver? Qual seria a
vontade de Luke? Como podem os filhos tomar uma decisão destas num
contexto de culpa, sofrimento, ou ambos? E, sobretudo, terão esquecido
aquilo que todo e qualquer lobo sabe e nunca esquece: cada membro da
alcateia precisa dos outros, e às vezes a sobrevivência implica
sacrifício. Lobo Solitário descreve de forma brilhante a dinâmica
familiar: o amor, a proteção, a força que podem dar, mas também o preço a
pagar por ela.
Notas sobre a autora:
Jodi Picoult nasceu e cresceu em Long Island. Estudou Inglês e escrita
criativa na Universidade de Princeton e publicou dois contos na revista
Seventeen enquanto ainda era estudante. O seu espírito realista e a
necessidade de pagar a renda levaram Jodi Picoult a ter uma série de
empregos diferentes depois de se formar: trabalhou numa correctora, foi
copywriter numa agência de publicidade, trabalhou numa editora e foi
professora de inglês. Aos 38 anos é autora de onze best sellers e em
2003 foi galardoada com o New England Bookseller Award for Fiction.