Sugestões para oferecer ou para ler...


sexta-feira, 25 de Julho de 2014

"FRÁGIL"

Jodi Picoult é uma autora que nunca me decepciona, pois consegue agarrar-me com a sua escrita fácil e histórias comuns, que podiam acontecer a qualquer um de nós.
Muito interessante a abordagem que o livro faz sobre a doença Osteogénese Imperfeita, dando explicações simples e fáceis de entender sobre a doença e as complicações que acarreta ao longo da vida.
Mais interessante ainda o facto de ter conseguido criar uma história tão bonita e comovente em torno da família que tem uma filha a padecer desta doença, o desgaste psicológico e emocional que isso traz a cada membro da família, o facto de ter processado a obstetra que acompanhou a gravidez, etc... ninguém tem o direito de julgar ninguém, e acredito que não deve ser fácil para uma mãe saber que tem um filho portador de uma doença incurável e degenerativa, mas mais difícil deve ser ainda ter que expôr o seu caso em tribunal, tendo que assumir que se tivesse sabido antes provavelmente interromperia a gravidez.
Sentimentos que se contradizem no seio de uma família: por um lado a forte convicção católica contra o aborto, por outro o amor de mãe que não quer ver os filhos sofrer.
Um livro que nos faz para para pensar.... uma boa leitura para o Verão.

Willow, a linda, muito desejada e adorada filha de Charlotte O’Keefe, nasceu com osteogénese imperfeita - uma forma grave de fragilidade óssea. Se escorregar e cair pode partir as duas pernas, e passar seis meses enfiada num colete de gesso. Depois de vários anos a tratar de Willow, a família enfrenta graves problemas financeiros. É então que é sugerida a Charlotte uma solução. Ela pode processar a obstetra por negligência - por não ter diagnosticado a doença de Willow numa fase inicial da gravidez, quando ainda fosse possível abortar. A indemnização poderia assegurar o futuro de Willow. Mas isso implica que Charlotte tem de processar a sua melhor amiga. E declarar perante o tribunal que preferia que Willow não tivesse nascido...
Notas sobre a autora:
Jodi Picoult nasceu e cresceu em Long Island. Estudou Inglês e escrita criativa na Universidade de Princeton e publicou dois contos na revista Seventeen enquanto ainda era estudante. O seu espírito realista e a necessidade de pagar a renda levaram Jodi Picoult a ter uma série de empregos diferentes depois de se formar: trabalhou numa correctora, foi copywriter numa agência de publicidade, trabalhou numa editora e foi professora de inglês. Aos 38 anos é autora de onze best sellers e em 2003 foi galardoada com o New England Bookseller Award for Fiction.

quarta-feira, 23 de Julho de 2014

PIPIS

Quando ouço falar deste prato lembro-me sempre da minha infância, pois era um dos petiscos preferidos do meu falecido pai. Uma iguaria destas, com uma bela fatia de pão caseiro a acompanhar e uma bela cerveja frequinha era um consolo para um final de tarde. Como é iguaria que habitualmente não faço em casa, recorri à ajuda desta receita do site Petiscos para me orientar, e consegui uma refeição saborosa.
800gr de pipis (com moelas, patas e pescoços de frango)
azeite q.b.
2 tomates maduros
1 colher de sopa de polpa de tomate
1 cebola grande
sal q.b.
1 copo de vinho tinto
3 copos de água
1 cubo de caldo knorr de galinha

Comece por lavar bem os pipis, Arranje-os, retirando-lhe peles e afins.
Num tacho aloure um fio de azeite e cebola, finamente picada, o tomate cortado em cubos e deixe em lume brando até a cebola alourar. Junte a polpa de tomate e mexa.
Faça um caldo com a água quente e o caldo knorr. Junte o caldo e o vinho tinto, aumente o lume e deixe ferver.
Quando ferver junte os pipis, tempere de sal e deixe cozinhar, com o tacho tapado e o lume não muito alto. A meio da cozedure polvilhe com salsa picada.
Destape o tacho e deixe cozinhar o resto do tempo, até os pipis estarem cozidos e o molho reduzir para menos de metade.
Sirva com acompanhamento a gosto, não esquecendo de uma boa fatia de pão.

sábado, 19 de Julho de 2014

"VIDAS TROCADAS"

Foi a minha estreia com esta autora mas posso dizer que fiquei agradavelmente surpreendida. A escrita é fluída, o enredo à volta da troca de identidade de duas gémeas está muito bem construído e a autora conseguiu "enganar-me" até ao final...
Não posso dizer que tenha sido dos melhores livros que li até hoje, mas é certamente uma obra interessante e muito enigmática, capaz de prender a atenção e despertar a curiosidade de quem goste de um bom enredo e mistério.
Há passagens que, na minha modesta opinião, se tornam desnecessárias, mas o desfecho final é de deixar qualquer um de boca aberta!

As gémeas Melina e Gillian Lloyd são praticamente iguais, ambas empresárias de sucesso e solteiras. Mas numa coisa são diferentes: Melina é impulsiva, enquanto Gillian gosta de ponderar bem as suas decisões. Além disso, Gillian quer um filho. Sentindo o relógio biológico a avançar inexoravelmente, opta por se submeter a uma inseminação artificial, utilizando esperma de um dador anónimo. A história começa no dia em que ela faz a inseminação. 
Nesse dia, Melina acompanha, na sua qualidade de relações públicas, o coronel da NASA Christopher «Chefe» Hart à cerimónia de entrega de um prémio. Mas terá sido mesmo Melina? 
A vida do coronel choca, depois interliga-se, com a das gémeas. Uma partida aparentemente inofensiva acaba em catástrofe. Na manhã seguinte a terem trocado de identidades, Melina recebe uma notícia terrível: a irmã fora brutalmente assassinada — e o coronel, apesar de inocente, é o principal suspeito. O que parece de início ser um homicídio de fácil resolução acaba por conduzi-los às montanhas do Novo México onde um louco, cujos planos diabólicos requerem a substituição de Gillian por Melina, está a criar uma «nova ordem mundial». Mesmo que seja apenas parcialmente bem-sucedido, as consequências serão catastróficas e afectarão o mundo inteiro.

Notas sobre a autora:
Sandra Brown é a autora de mais de setenta romances, na sua maioriabestsellers do New York Times. É uma das mais importantes escritoras de romances policiais dos Estados Unidos, distinguida, entre outros, com os prémios Texas Medal of Arts Award for Literature e o Thriller Master de 2008,a distinção máxima atribuída pela International Thriller Writer's Association. 
Nascida em Waco, no Texas, Brown trabalhou como modelo e em programas de televisão antes de se dedicar à escrita. Publicou o seu primeiro romance em 1981 e, desde então, já vendeu cercade setenta milhões de exemplares em todo o mundo, estando a sua obra traduzida em trinta e três idiomas.
Vive com o marido em Arlington, no Texas.

segunda-feira, 7 de Julho de 2014

SALADA DE COUSCOUS COM LEGUMES E QUEIJO DINAMARQUÊS

Uma receita que não tem sabedoria nenhuma, é do mais simples que há... mas é dos acompanhamentos que mais gosto nesta altura do ano, porque tanto vai bem com carne como com peixe ou, como me acontece na maioria das vezes, esta salada apenas e só como aqui está apresentada, serve de refeição. Tem o conveniente de lhe podermos juntar o que quisermos e o que a nossa imaginação mandar... embora o Verão teime em chegar, nós insistimos nos pratos frescos e coloridos...
Preparar os couscous conforme está indicado na embalagem - neste caso coloquei a quantidade de couscous pretendida numa taça com uma pitada ligeira de sal e um fiozinho de óleo. Deitar por cima água a ferver até ficar com cerca de 2cm de água acima dos couscous. Tapar e aguardar cerca de 3 minutos. Destapar e mexer com um garfo de maneira a soltar bem os grãos, temperando de seguida com uma nozinha de manteiga e voltando a mexer bem.
Entretanto cozer uma mistura de legumes e passá-los por água fria, para que fiquem rijunhos e arrefeçam um pouco. Misturar os couscous com os legumes e com cubos de queijo dinamarquês (ou outro queijo tipo pastoso).
Colocar numa travessa e decorar a gosto com tomate cereja e salsa. Colocar no frio e servir bem fresco.
Na hora de servir juntar maionese ou molho de iogurte.

"INFECÇÃO"

Este é um livro realmente muito bom mas pode impressionar os leitores mais sensíveis, pois há partes que são tão fortes, e com os pormenores tão bem descritos que chegamos a sentir os mesmos sintomas que as personagens... confesso que dei por mim muitas vezes a sentir comichão enquanto lia a história... ainda por cima há poucos dias apareceu-me um fungo na pele, o que ainda veio agravar mais os sintomas... muitas vezes parava a leitura e pensava "oh my God!!! será que eu estou infectada???"... eh eh eh.
O final, quanto a mim, foi um bocadinho atabalhoado, podia ter rendido muito mais... mas os pormenores são tão realistas e por vezes tão "nojentos" que temos que engolir em seco e fazer uma paragem antes de retomar a leitura.
Tenho pena que a sequela da obra não tenha sido publicada em Portugal, pois parece-me seguramente que iria ser um sucesso!
Por toda a América, uma misteriosa doença está a transformar pessoas normais em assassinos delirantes e paranóicos, que cometem atrocidades brutais em estranhos, em si próprios e até mesmo nos seus familiares.
A trabalhar sob sigilo governamental, o operacional da CIA, Dew Phillips, cruza o país de lés a lés, numa tentativa vã de apanhar uma vítima viva. Dispondo apenas de corpos em decomposição como pistas, a epidemiologista do CDC, Margaret Montoya, corre contra o tempo para analisar as evidências científicas, descobrindo que os assassinos têm algo em comum: foram contaminados por um parasita criado por bioengenharia, cuja complexidade vai muito além dos limites da Ciência.
Perry Dawsey - um corpulento e antigo ás de futebol americano - confinado a um cubículo e resignado à vida de assistente de informática, acorda uma manhã e descobre que tem várias tumefacções a crescerem-lhe no corpo. Em breve, ele dará consigo a agir e a pensar de forma estranha, a ouvir vozes… está infectado.
Notas sobre o autor:
Scott Sigler é o autor de podcasts mais bem sucedido do mundo, com uma hoste radicalmente leal de fãs e mais de 30.000 subscritores por publicação. As suas publicações áudio, em todos os sites de podcasts, incluindo o iTunes e o seu impressionante triunfo tornou-o alvo de perfis biográficos no New York Times e no Toledo Blade, valendo-lhe também cobertura no Washington Post, BusinessWeek e noutras publicações. Sigler vive em São Francisco com a mulher, Jody, e os seus dois cães. Poderá encontrá-lo online em www.scottsigler.com e www.infectednovel.com.

quarta-feira, 2 de Julho de 2014

"BRANCO COMO A NEVE, VERMELHO COMO O SANGUE"

À primeira vista este parece um livro para adolescentes e cheguei mesmo a pensar "será que vale a pena eu ler até ao fim?".... mas valeu mesmo a pena!!!
É com certeza um livro destinado ao público mais jovem, mas que se lê bem em qualquer idade. Fala dos dramas comuns da adolescência: aulas, professores chatos, trabalhos de casa que não apetecem fazer, jogos de futebol com os amigos, amores não correspondidos, etc... mas faz uma abordagem interessante e comovente da leucemia e ajuda-nos a perceber que por vezes o melhor da vida está mesmo ao nosso lado e que nós, "cegos" por outras coisas, não conseguimos valorizar o que temos mesmo à mão de semear.
Se houve partes em que me diverti com a leitura e não resisti a uma boa gargalhada, confesso que houve outras partes que me tocaram profundamente e me emocionaram.
Um belo livro para ler nas tardes de praia.

Para Leo, tudo no mundo tem uma cor. Beatrice é um mistério escrito em tons de vermelho, uma estrela incandescente, que arde a anos-luz de distância. Leo vê-a sempre ao longe, uns olhos verdes que passam, longos cabelos ruivos. Quer alcançá-la, mas não sabe como. E o seu mundo perde a cor, tinge-se de negro, veste-se de branco.
Para Leo, o branco é vazio, silêncio, solidão. Também branca é a escola, para onde se arrasta todos os dias na esperança de a ver. Um dia, porém, descobre uma cor inesperada. Não nos amigos - que são azuis, como todos os amigos verdadeiros - mas na voz vibrante e apaixonada de um novo professor. Leo dá-lhe um nome, O Sonhador. E ouve-o falar de grandes homens, de feitos heróicos, conquistas impossíveis.
Leo parte à conquista do seu sonho, da sua Beatrice. E lança-se à aventura, sem saber que o amor tem todas as cores do mundo. Sem imaginar que Beatrice afinal esconde um segredo, frio e branco como a neve, vermelho como sangue
Notas sobre o autor:
Alessandro D’Avenia nasceu em Palermo, em 1977. Apaixonou-se pelos livros e pelas histórias logo em pequeno. Aos 18 anos foi viver para Roma, para tirar o curso de Estudos Clássicos. Concluída a licenciatura, começa a ensinar, concretizando um sonho muito antigo. Segue-se o doutoramento, que o faz perceber que prefere o ensino à investigação, e por isso mesmo frequenta um curso de especialização nessa área. A vontade de contar histórias leva- -o a mudar-se para Milão onde estuda guionismo. Pouco depois retoma a profissão de professor e escreve Branca Como a Neve Vermelha Como o Sangue, que é de imediato aclamado pela crítica italiana.

terça-feira, 1 de Julho de 2014

BOLO DE IOGURTE LÍQUIDO

Sabe tão bem chegar a casa depois de um dia de trabalho e encontrar um miminho à nossa espera. Este bolo foi feito pela minha filhota: ela procurou a receita na internet (não sei de onde a tirou), preparou o bolo, decorou, lavou a louça, arrumou a cozinha, decorou o bolo, tirou as fotos e, quando eu cheguei ao fim da tarde, tinha o lanche à minha espera. Uma delícia!!!
250gr de farinha
3 ovos
1 colher de chá de fermento
300gr de açucar
120ml de óleo
1 iogurte líquido (sabor à escolha)

Misturar todos os ingredientes com a batedeira até obter uma mistura homogéna.
Colocar numa forma untada e enfarinha e levar ao forno, pré-aquecido a 200º, durante 40 minutos.
Desenformar depois de frio e decorar a gosto.
Obrigado filhota pelo lanche delicioso!

sexta-feira, 27 de Junho de 2014

"A MORTE DO PADRE VERMELHO"

Tenho opiniões controversas sobre este livro, daí a razão de o avaliar apenas com 3 estrelas.
Poderia ser um bom thriller se não tivesse algumas partes de longa descrição, o que o tornam um pouco maçador... confesso que por duas ou três vezes me senti tentada a colocá-lo de lado.
Mas ainda bem que não o fiz porque a partir de certa altura o livro torna-se interessante. Há personagens a mais, algumas tornam-se mesmo desnecessárias para o desenrolar da história, mas este é daqueles livros que "bem espremidos" tem muito "sumo" para dar.
É interessante a abordagem que o autor faz em torno do Vaticano e do poder que este pequeno estado tem.

O assassinato do Padre Vermelho parecia ser apenas o início de mais uma investigação de rotina. Mas quando o jornalista Andy Chapman segue as poucas pistas existentes, o que encontra é o fio de uma perigosa meada que o levará até ao coração do Vaticano, a um sinistro grupo de neofascistas fanáticos e, de volta ao passado, aos últimos dias da ditadura de Mussolini...
Andy Chapman é jornalista em Roma. Intrigado com o homícidio brutal de um padre conotado com a esquerda política, inicia uma investigação particular e, ao descobrir pistas que parecem implicar o Vaticano, entrega a informação a Elena Fiorini, a bela juíza encarregada do caso, ela própria pressionada pelos seus superiores no sentido de não aprofundar a investigação. Mas isto apenas lhe aumenta a curiosidade e o desejo de descobrir o que realmente aconteceu. A demanda pela verdade vai conduzi-los ao Vaticano, a um partido político proibido e aos últimos dias da ditadura de Mussolini. À medida que a investigação avança, o perigo aumenta e, solitários face ao poder da Igreja Católica, Andy e Elena são "apanhados" numa sufocante rede de traição e violência da qual dificilmente sairão incólumes. Um thriller denso e tortuoso, que reserva à Cidade Eterna um papel tão fundamental quanto o dos seus impenetráveis habitantes.
Notas sobre o autor:
Paul Adam nasceu em 1958, cresceu em Sheffield e estudou Direito na Universidade de Nottingham, cidade onde vive actualmente. Escreveu guiões para televisão e trabalhou como jornalista em diversos jornais, entre eles o Rome Daily News.