Sugestões para oferecer ou para ler...


sábado, 13 de novembro de 2010

"PEGADAS NA AREIA"

Tenho a certeza que toda a gente conhece a história do poema "Pegadas na Areia" e mesmo quem não acredita em Deus não fica indiferente à mensagem que o dito poema transmite.
Eu acredito em Deus e acho que toda a gente, crente ou não, deveria ler esta obra, pois ao longo das páginas encontramos sempre algo com que nos identificamos e que nos leva a pensar melhor na nossa vida e nas nossas atitudes.
Como as coisas boas devem ser partilhadas, assim que acabei de ler o livro ofereci-o a uma jovem amiga que na semana passada perdeu o marido. Acho que algures nas frases desta obra ela encontrará consolo e coragem para enfrentar o momento difícil que está a atravessar.
Aqui fica mais uma sugestão para a Academia dos Livros: um livro que deve ser lido devagar, saboreando cada palavra...

Quase todas as pessoas já leram, pelo menos uma vez, o poema "Pegadas na Areia". Em versos singelos, ele é uma mensagem que tem confortado e inspirado milhões de pessoas por todo o mundo. O relato é simples. Uma pessoa observa a trajectória da sua vida na forma de pegadas deixadas na areia. Ao lado das suas, há outro par de pegadas, numa metáfora de que o Senhor sempre caminha ao lado daqueles que Nele confiam.

Uma noite tive um sonho.
Estava a passear na praia com o meu Senhor.
Pelo céu escuro passavam cenas da minha vida.
Por cada cena, percebi que eram deixados dois pares
de pegadas na areia,
um que me pertencia
e outro ao meu Senhor.

O poema "Pegadas na Areia" foi escrito em 1964 por Margaret Fishback, uma jovem que procurava orientação numa encruzilhada da sua vida. A criação do poema, a sua perda subsequente e a sua espantosa redescoberta estão interligados com a história do encontro de Margaret com o seu marido Paul e os desafios e alegrias da sua vida em conjunto.
Esta história proporcionará renovação espiritual e emocional a qualquer leitor que queira conhecer a verdadeira história de um poema que, ao longo de décadas, passando de mão em mão, impresso, dito, através da Internet, atribuído aos mais variados autores ou a nenhum, tem inspirado e confortado milhões de pessoas no mundo inteiro.
Notas sobre a autora:
Margaret Fishback Powers é a verdadeira autora do poema "Pegadas na Areia". Já escreveu dez livros e compôs outros 16 mil poemas, a maioria com temática cristã. Conjuntamente com o seu marido, criou e dirige, no Canadá, a Little People Ministry Association, uma organização que promove assistência a crianças de todo o mundo.

"Fico profundamente emocionada quando ouço que o poema "Pegadas na Areia" significou muito para alguém. A minha mais ardente prece é que a sua verdadeira história tenha uma missão ainda mais abençoada nos dias vindouros". (palavras da autora)

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

SOPA DO QUINTAL

Só agora me dei conta que há quase um ano que não aparecia uma sopa neste blog... eh eh eh. Não é porque as sopas tenham andado esquecidas na minha mesa, nada disso! Mas na maior parte das vezes faço sopas básicas que acho que nem vale a pena postar. Outras vezes faço sopa e quando me lembro que deveria ter fotografado, já foi toda comida.
Mas como o frio vem a caminho, está na altura de voltar a colocar mais umas sopitas por aqui. Esta ficou muito saborosa, confeccionada com folhas verdes apanhadas directamente do meu quintal...

1 cebola
2 dentes de alho
2 alhos franceses
5 cenouras pequenas
2 curgettes
0,5dl de azeite
1l de água
sal
folhas verdes
30gr de esparguete

Na panela colocar a cebola, os alhos, 1 alho francês, 3 cenouras e as curgettes, tudo em pedaços. Juntar o azeite, a água e o sal e levar ao lume. Quando estiver tudo cozido reduzir a puré com a varinha mágica.
Acrescentar água se necessário e após retomar fervura acrescentar o restante alho francês em rodelas e as cenouras restantes em pedaços, as folhas verdes ripadas e o esparguete partido em pedaços pequeninos.
Rectificar os temperos e deixar ao lume até que o esparguete esteja cozido.
Vai uma sopinha para combater o frio???
Um feliz dia de S. Martinho para todos...

terça-feira, 9 de novembro de 2010

ARROZ DE FRANGO 3 MINUTOS

Nunca vos aconteceu pegarem numa receita e, à partida, acharem que vai ser um fracasso? Foi o que me aconteceu com esta... Retirei a receita deste blog e achei que era impossível que em tão pouco tempo ao lume ficasse alguma coisa de jeito, ainda para mais que alterei alguns ingredientes.
Enganei-me redondamente... ficou um arroz muito saboroso e com um toque de cremosidade, quase a lembrar um risotto.
Tão fácil e rápido ninguém tem desculpa para não fazer!

0,5kg de frango cortado aos pedaços
2 dentes de alho picados
1/4 de chávena de vinagre
2 folhas de louro
sal q.b.
2 colheres de sopa de azeite
1 cebola grande ralada
1 cubo de caldo de galinha
1 colher de sopa de colorau
2 chávenas de chá de arroz
1 cenoura grande cortada em cubinhos
1 lata de cogumelos laminados
4 chávenas de água a ferver
* a chávena utilizada tem a capacidade de 250ml

Tempere o frango com os alhos, o vinagre, o louro e o sal. Reserve.
Numa panela de pressão aqueça o azeite, refogue o frango e junte os demais ingredientes, sendo a água o último ingrediente a adicionar.
Feche a panela, leve ao lume e assim que levantar fervura baixe o lume e deixe cozinhar por 3 minutos.
Apague o lume e, sem mexer na panela, deixe repousar durante 20 minutos.
Abra a panela e sirva de seguida.

sábado, 6 de novembro de 2010

"A MELODIA DO ADEUS"

Tenho um colega que para mim é como um irmão, e como tal conhece-me bem: sabe que adoro ler e já conhece os meus gostos literários, por isso de vez em quando tem a gentileza de me oferecer um livro, dando-se ao trabalho de andar sempre a cuscar quais as obras que estão no "Top +" de vendas das livrarias.
Há 15 dias atrás, por ocasião do meu aniversário, ofereceu-me este livro de Nicholas Sparks que tem uma história linda. A minha filha, que viu o filme, já me tinha dito que a história era muito bonita e comovente. O livro adorei... o filme vou ver assim que possa, pois já ficaram de me emprestar o DVD.
Aqui deixo mais esta sugestão de leitura para a Academia dos Livros e para todos vós - agora que vêm aí as tardes frias e chuvosas, agarrem num livro, enrolem-se numa manta, corram para o sofá e ponham a leitura em dia.

Com apenas dezassete anos, Veronica Miller - ou "Ronnie", como é carinhosamente chamada - vê a sua vida virada do avesso quando o casamento dos pais chega ao fim e o pai se muda da cidade de Nova Iorque, onde vivem, para Wrightsville Beach, uma pequena cidade costeira na Carolina do Norte. Três anos não são sificientes para apaziguar o seu ressentimento, e quando passa um Verão na companhia do pai, Ronnie rejeita com rebeldia todas as suas tentativas de aproximação, ameaçando antecipar o seu regresso a Nova Iorque.
Mas será na tranquilidade que envolve o correr dos dias em Wrightsville Beach que Ronnie irá descobrir a beleza do primeiro amor, quando conhece Will, e vai afrouxando, uma a uma, todas as suas defesas, deixando-se tomar por uma paixão irrefreável e de efeitos devastadores.
Nicholas Sparks é, como sabemos, um mestre da moderna trama amorosa, e, em A Melodia do Adeus, usa de extrema sensibilidade para abordar a força e vulnerabilidade que envolvem o primeiro encontro com o amor e o seu imenso poder para ferir... e curar.
Notas sobre o autor:
Nicholas Sparks é um dos autores de ficção que mais vende em todo o mundo, e também um dos mais queridos do público português. Pode orgulhar-se de todas as suas obras terem sido bestsellers internacionais e de se encontrarem traduzidas em mais de 40 línguas. O forte apelo dos seus romances também não passou despercebido à indústria cinematográfica, que adaptou ao grande ecrã cinco obras suas - As Palavras Que Nunca Te Direi, Um Momento Inesquecível, O Diário da Nossa Paixão, O Sorriso das Estrelas, Juntos ao Luar e agora também A Melodia do Adeus.
Mais informações sobre o autor podem ser encontradas no seu site oficial
www.nicholassparks.com

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

PERAS BÊBEDAS

Há alguns dias a minha vizinha deu-me uma "carrada" de peras apanhadas do seu quintal... e chegou a certo ponto que já toda a gente andava "enjoada" de comer peras a meio da manhã, a meio da tarde, etc... lol.
Então lembrei-me de preparar umas peras bêbedas, iguaria que gosto muito de saborear. Nunca tinha feito e pesquisei na net a receita. Encontrei esta no Sapo Sabores.
Só tenho um reparo a fazer: a receita é óptima mas a quantidade de açucar é exagerada, pode ser reduzida para metade, pois as peras ficaram muito boas mas a calda ficou excessivamente doce.


8 peras
350gr de açucar (usem metade... é o suficiente)
2,5dl de água
7,5dl de vinho tinto
1 limão
1 cálice de vinho do Porto
1 pau de canela

Descascam-se as peras inteiras, mantendo o pé, e envolvem-se em sumo de limão.
Leva-se a água ao lume com o açucar. Adiciona-se o vinho tinto e deixa-se levantar fervura. Junta-se o pau de canela e a casca do limão.
Introduzem-se as peras e deixam-se cozer em lume brando até ficarem macias.
Quando estiverem prontas retira-se com cuidado para uma taça.
Mantém-se no lume o vinho com o açucar e junta-se o vinho do Porto. Deixa-se ferver até a calda apresentar um aspecto de xarope.
Nessa altura retira-se do lume e despeja-se sobre as peras.
Serve-se bem fresco.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

RABO DE BOI ESTUFADO

Há pessoas que quando ouvem falar em rabo de boi franzem o nariz e fazem uma cara estranha... LOL! Mas é uma coisa que eu aprecio muito., e quando encontro no talho (o que raramente acontece) não resisto a comprar. A carne é algo gelatinosa e fica sempre com um molho muito apurado, de comer e chorar por mais.
Agora que o frio está a chegar, já vai apetecendo estes pratos reconfortantes...

Um rabo de boi cortado em pedaços
1 cebola picada
3 dentes de alho
2 tomates maduros
2 colheres de sopa de polpa de tomate
1dl de azeite
2dl de vinho branco
3 cenouras em tiras
6 cogumelos frescos em pedaços
2dl de água
sal, pimenta e noz moscada
250gr de fusili tricolor

Colocar o rabo de boi na panela de pressão com os restantes ingredientes (excepto a massa), deixar cozinhar um pouco, envolvendo bem, fechar a panela e levar ao lume. Após levantar pressão deixar cozinhar durante 20 minutos.
Retirar a pressão da panela, acrescentar um pouco de água se necessário e, após retomar fervura, juntar a massa.
Rectificar os temperos, deixar a massa acabar de cozer e servir de seguida.
Pode parecer um ingrediente estranho, mas dá uma refeição deliciosa...
Olhem só quem veio filmar a esta pontinha do Algarve ontem à tarde: o grande Chef Chakall... claro que eu não perdi a oportunidade de tirar uma foto com este cozinheiro que tanto aprecio. É uma simpatia, muito divertido e simpático com toda a gente. Só não consegui foi apanhar na foto a sua cadela "ajudante" Pulga... estejam atentos pois o programa passará no canal Sic Mulher daqui por mais ou menos 3 semanas.

sábado, 30 de outubro de 2010

ESTRELAS DE FIGO E AMÊNDOA

Hoje venho mostrar-vos um petisco típico do Algarve nesta altura do ano: as estrelas feitas com figo e amêndoa. São confeccionadas na altura do Dia de Todos os Santos (01 de Novembro) e por muita gente chamadas de "estrelas dos santos". Não é mais do que figos secos e amêndoas torrados no forno. Muito simples de executar e perfeitas para acompanhar um bom cálice de medronho algarvio ou um licor à vossa escolha.
Figos secos q.b.
miolo de amêndoa q.b.

Começar por pelar as amêndoas: colocar as amêndoas com pele num alguidar, cobri-las com água a ferver, tapar e deixar arrefecer a água. Depois basta pressionar ligeiramente as amêndoas entre o polegar e o indicador, para que a pele se solte. Cortar o miolo de amêndoa ao meio no sentido do comprimento.
Espalmar ligeiramente os figos entre as mãos, para que fiquem achatados.
Para as estrelas redondas: dar um corte ao figo a toda a volta, sem o separar na totalidade, e dispôr as amêndoas em volta, pressionando bem para que não se descolem.
Para o formato de estrela: dar um corte em cruz ao figo, separando as pontas. Uni-los dois a dois e dispôr as amêndoas em volta, pressionando bem para que mantenham a forma.
Levar ao forno num tabuleiro (não é preciso untar nem forrar o tabuleiro). O tempo de cozedura depende da potência do forno e de como as preferem - mais ou menos tostadas (as minhas ficaram cerca de 20 minutos com o forno a 200º).
Retirá-las do forno e depois de frias colocá-las numa caixa plástica ou numa lata para que não amoleçam.
Aguentam-se bastante tempo e é um petisco que sabe bem a qualquer altura do dia.
Bom fim de semana e bom feriado para todos.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

"AS DEZ FIGURAS NEGRAS"

Peço desculpa por estar a "bombardeá-los" com mais um livro, mas a intenção deste blog, para além de mostrar o que faço na cozinha, é também mostrar os livros que leio. E já que no nosso país se lê cada vez menos (o que não é admirar, com o preço a que os livros estão... lol), nunca é demais deixar sugestões de leitura.
Comprei este livro num quiosque pela módica quantia de 1€.. eh eh eh... e é incrível verificar como uma obra escrita em 1939 nos dias de hoje ainda nos consegue prender a atenção até à última página... sim, porque mesmo no último parágrafo é que temos a "solução" do caso.
Aqui deixo mais uma sugestão para a Academia dos Livros.

Dez desconhecidos, que aparentemente nada têm em comum, são atraídos pelo enigmático U. N. Owen a uma mansão situada numa ilha da costa de Devon. Durante o jantar, a voz do anfitrião invisível acusa cada um dos convidados de esconder um segredo terrível, e nessa mesma noite um deles é assassinado.
A tensão aumenta à medida que os sobreviventes se apercebem de que não só o assassino está entre eles como se prepara para ir atacando uma e outra vez…
O que se segue é uma obra-prima de terror. À medida que cada um dos hóspedes é brutalmente assassinado, as suas mortes vão sendo “celebradas” através do desaparecimento de uma de dez estátuas, as “dez figuras negras”.Restará alguém para um dia contar o que de facto se passou naquela ilha?
Em As Dez Figuras Negras, a Ilha do Negro, local sombrio e desde sempre povoado de mistérios, é palco de uma estranha e implacável forma de justiça, na qual as vítimas se encontram encurraladas pelas circunstâncias e o agressor é invisível e omnipresente. Na colecção das Obras de Agatha Christie, este é o primeiro romance em que não figura nenhum detective ou personagem determinante para a (surpreendente) solução dos crimes.
Notas sobre a autora:
Agatha Christie nasceu Agatha May Clarissa Miller, em Torquay, na Grã-Bretanha, em 1890. Durante a I Guerra Mundial, prestou serviço voluntário num hospital, primeiro como enfermeira e depois como funcionária da farmácia e do dispensário. Esta experiência revelar-se-ia fundamental, não só para o conhecimento dos venenos e preparados que figurariam em muitos dos seus livros, mas também para a própria concepção da sua carreira na escrita. Com o seu segundo marido, o arqueólogo Max Mallowan, Agatha viajaria um pouco por todo o mundo, participando activamente nas suas escavações arqueológicas, nunca abandonando contudo a escrita, nem deixando passar em claro a magnífica fonte de conhecimentos e inspiração que estas representavam.
Autora de cerca de 300 obras (entre romances de mistério, poesia, peças para rádio e teatro, contos, documentários, uma autobiografia e seis romances publicados sob o pseudónimo de Mary Westmacott), viu o seu talento e o seu papel na literatura e nas artes oficialmente reconhecidos em 1956, ano em que foi distinguida com o título de Commander of the British Empire. Em 1971, a Rainha Isabel II consagrou-a com o título de Dame of the British Empire. Deixando para trás um legado universal celebrado em mais de cem línguas, a Rainha do Crime, ou Duquesa da Morte (como ela preferia ser apelidada), morreu em 12 de Janeiro de 1976.