Sugestões para oferecer ou para ler...


sábado, 15 de janeiro de 2011

LIÇA ASSADA NO FORNO

Há bastante tempo que não publicava uma receita de peixe, mas não pensem que é por se comer pouco peixe em minha casa.
Antes pelo contrário... por aqui come-se muito mais peixe do que carne, mas na maioria das vezes (e quando o tempo o permite) preferimos comer o peixe grelhado, pois, na nossa modesta opinião, fica mais saboroso e é muito mais saudável (e desta forma evitamos ao máximo as frituras).
Mas esta como era um grande "peixão" resolvi que o melhor seria mesmo assá-lo no forno, forma também muito apreciada por estas bandas. O peixe por aqui chama-se liça, mas sei que também há quem lhe chame taínha-liça, ou apenas taínha.

Colocar no fundo de um tabuleiro salsa, cebola em rodelas, alho picado, azeite e umas nozinhas de margarina.
Colocar a liça no tabuleiro, fazendo uns cortes no lombo e colocando dentes de alho laminados no interior dos cortes.
Em volta dispôr batatas cortadas em quartos, cobrir com salsa, cebola em rodelas, alho picado, temperando tudo com sal, pimenta e noz moscada.
Misturar 2 colheres de sopa de massa de pimentão com 2dl de vinho branco e deitar por cima do peixe e das batatas.
Regar tudo com um fio de azeite e cobrir com nozinhas de manteiga.
Levar ao forno, a 200º, regando de vez em quando com o próprio molho.
Quando o peixe estiver quase pronto, borrifar levemente com whisky, deixando no forno até estar tostadinho a gosto.
Servir acompanhado de salada e um bom vinho.... como este... Tchim Tchim... à nossa!
Dica de poupança:
enquanto o peixe cozinha, e já que tem o forno ligado, porque não aproveitar e assar também algumas castanhas para a sobremesa?

E para quem não é muito apreciador de castanhas, o que vos parece se assarem algumas batatas doces?
Assim, numa só "fornada", desde que o tamanho do vosso forno o permita, podem cozinhar 3 coisas diferentes...

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

"UM REFÚGIO PARA A VIDA"

Há uma coisa que já aprendi nos muitos anos de leitura e de vício nos livros: os bons autores raramente nos desiludem.
É o caso de Nicholas Sparks - qualquer história escrita por ele ganha uma magia tal, que é preciso um grande esforço para deixar o livro de parte e pensar fazer outra coisa...
Esta é uma história muito bonita, que aborda vários temas, desde violência doméstica, recomeço de vida, paixão, violência, insegurança, etc...
Acreditem que é um livro que vale a pena ler, arrisco mesmo a dizer que deve ser das melhores obras do autor. Com tudo isto já tenho razões de sobra para propôr mais este título para a Academia dos Livros.
Quando Katie vai viver para a pacata cidade de Southport, na Carolina do Norte, todos se interrogam sobre o seu passado. Que mistérios esconderá aquela jovem bonita que parece determinada em encobrir os seus encantos e evitar novos laços afectivos, novos relacionamentos?
No entanto, e apesar de todas as suas reservas, Katie começa a criar raízes naquela pequena comunidade, à medida que uma nova amizade e um novo amor lhe vão fazendo baixar as defesas. Sente-se cada vez mais ligada a Jo, a sua vizinha e amiga, e a Alex, o homem por quem se está a apaixonar, mas os fantasmas do passado, que minam a sua capacidade de confiar nos outros, continuam a persegui-la, a aterrorizá-la, e o peso do segredo que esconde é demasiado grande...
Neste romance avassalador, Nicholas Sparks traz-nos uma protagonista fragilizada por um amor que se desvirtuou e que tem de aprender a lidar com as suas sequelas se quiser voltar a amar.
Notas sobre o autor:
Nicholas Sparks é um contador de histórias inspirado e um profundo conhecedor dos segredos do coração humano. Todos os seus livros se tornaram bestsellers internacionais, estão traduzidos em mais de quarenta línguas e ultrapassaram os 50 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo. De entre as quinze obras que já escreveu, seis deram origem a grandes produções cinematográficas - As Palavras Que Nunca Te Direi, Um Momento Inesquecível, O Diário da Nossa Paixão, O Sorriso das Estrelas, Juntos ao Luar e A Melodia do Adeus.
Mais informações sobre o autor podem ser consultados no site oficial www.nicholassparks.com

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

CREPES

Depois de uma tarde passada a confeccionar o doce de melão da postagem anterior, estava mesmo a apetecer alguma coisa em que pudesse usar o doce. Então a minha filha lembrou-se: crepes!
Usei a receita que uso desde os meus tempos de solteira e que me sai sempre bem e que rende cerca de 6 a 8 crepes.
125gr de farinha
2 ovos
1 colher de sopa de óleo
125ml de leite
1/2 colher de sopa de açucar em pó
Deitar todos os ingredientes numa tigela e misturar tudo muito bem com uma vara de arames, até que fique um polme homogéneo e sem grumos.
Untar uma frigideira anti-aderente com um guardanapo embebido em óleo.
Deitar uma concha do polme, agitando a frigideira para que se espalhe.
Deixar cozinhar por cerca de um minuto, e quando começar a formar pequenas bolhas, com a ajuda de uma espátula, virar cuidadosamente para cozinhar do outro lado.
Repetir a operação até que se esgote o polme, untando a frigideira sempre que necessário.
Servir os crepes com compota ou doce a gosto, ou se preferir, simples polvilhados apenas com açucar e canela.
Dá para perceber que ficaram deliciosos, não dá???

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

DOCE DE MELÃO AROMATIZADO

Há algum tempo atrás os meus sogros deram-me uma boa carrada de melões, que, por aguentarem bastante tempo em casa, têm estado guardados para quando nos dá na "real gana".
Um destes dias resolvemos partir um mas quando o fomos comer notamos que, embora doce, estava excessivamente maduro.
Como não sou apologista de deitar nada para o lixo, resolvi aproveitá-lo e preparar um doce bem aromático. Só me arrependo de ter usado açucar amarelo, pois o doce ficou com um tom muito escuro, mas de sabor ficou muito bom...
1,200Kg de polpa de melão
800gr de açucar amarelo
3 paus de canela
1 casca de limão
4 estrelas de anis

Partir a polpa de melão em pedaços e levar ao lume, num tacho grande, com os restantes ingredientes.
Após levantar fervura baixar o lume e deixar cozinhar em lume brando, mexendo de vez em quando, até atingir o ponto desejado.
Depois do doce pronto deixar arrefecer um pouco e colocar em frascos esterilizados.
Alguém quer uma tostinha para comer a meio da manhã?

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

TARTE DE LEITE CONDENSADO DE CHOCOLATE

Há certo tempo comprei em promoção umas latas de leite condensado que trazia de oferta uma unidade de leite condensado de chocolate. O que é certo é que a lata andava aos trambolhões na despensa e eu sem saber o que fazer com ela.
Improvisei e saíu esta tarte. Fotos do interior da tarte é que não há, pois não foi comida em casa.
Mas posso adiantar que o interior ficou muito cremoso, como se fosse uma mousse.
250gr de bolacha maria
250gr de manteiga
4 gemas
2 claras
1/2 limão (sumo)
1 lata de leite condensado de chocolate
uma pitada de canela em pó

Massa da tarte: moa as bolachas na trituradora até que fiquem em pó, junte a manteiga derretida em banho-maria e uma pitada de canela em pó, amassando tudo até que fique homogéneo. Forre uma tarteira com esta massa e leve ao frigorífico.
Recheio da tarte: bata as gemas juntamente com o leite condensado de chocolate e o sumo de limão. À parte bata as claras em castelo bem firme e adicione delicadamente ao preparado anterior.
Deite na tarteira previamente forrada com a base de bolacha e leve a cozer em forno brando (160º) durante 30 a 40 minutos. Depois de fria decore com açucar em pó.
Uma verdadeira tentação para os apreciadores de chocolate...

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

"O OLHO DE JADE"

Este livro foi para mim o que se chama de "uma bota díficil de descalçar". Não sei se foi da época de muitos afazeres ou se a vontade de ler era pouco, mas confesso que foi dos livros mais aborrecidos que li até hoje. Estive várias vezes para o colocar de parte e deixá-lo a meio, mas fiz um esforço e levei-o até ao fim, pois as críticas que tinha lido sobre a obra eram bastante boas.
De qualquer maneira, até ao final, não o achei nada de especial, mas como gostos não se discutem, embora eu não o tenha apreciado haverá com certeza quem goste dele, por isso apresento mais esta sugestão para a Academia dos Livros.
Mei é uma chinesa moderna e independente; tem a sua empresa em Pequim, trabalhando como detective privada. Tem automóvel, e mesmo o"luxo" mais moderno: um secretário. Um dia, o "tio" Chen, um amigo chegado da mãe, dá-lhe um caso para investigar. Pede-lhe que encontre uma peça de jade da dinastia Han, de grande valor, desviada de um museu durante os anos da Revolução Cultural quando os Guardas Vermelhos infestavam as ruas e destruíam muitos vestígios do passado. A investigação força-a a mergulhar na parte sombria e brutal da história da China - os campos de trabalho de Mao e as inúmeras mortes pelas quais jamais alguém foi responsabilizado - expondo as escolhas dolorosas feitas durante a Revolução: matar ou ser morto, amar ou viver.
O Olho de Jade permite-nos vislumbrar também a fascinante vida citadina da China moderna. Diane Wei Liang retrata com grande vivacidade a azáfama de Pequim, desde os antros de jogo e os bares que servem refeições baratas até ao esplendor da Cidade Proibida. Com um magnífico elenco de personagens, abrangendo toda a escala social dos mais humildes trabalhadores aos funcionários governamentais, a autora analisa as relações por vezes incómodas entre o brutal passado comunista da China de Mao e o seu presente cada vez mais na via do capitalismo.
Notas sobre a autora:
Diane Wei Liang nasceu em Pequim e passou parte da infância com os pais num campo de trabalho numa região remota da China. Enquanto frequentava a Universidade de Pequim, nos anos 80, participou no Movimento Democrático dos Estudantes e envolveu-se nos acontecimentos da Praça de Tiananmen, tendo-se inspirado nessa experiência para escrever a sua notável obra autobiográfica, O Lago Sem Nome, editado também em Portugal. Diane tem um doutoramento em Administração Empresarial da Carnegie Mellon University e durante mais de dez anos foi professora de Gestão nos Estados Unidos e no Reino Unido. Actualmente vive em Londres com o marido e os dois filhos do casal.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

TIGELADA DA BEIRA

Será que já está toda a gente enjoada dos doces do Natal e fim de ano, ou ainda há lugar para mais um docinho?
É que esta sobremesa, que descobir aqui no blog da Gisela é tão simples de fazer e tão deliciosa ao paladar, que ninguém consegue resistir. É daquelas sobremesas que, mesmo que já estejamos de estômago cheio, não conseguimos dizer que não.
Ponham lá a dieta de lado só por hoje e provem esta maravilha!!!
8 ovos
1 litro de leite
150gr de açucar

Bater todos os ingredientes, com a ajuda da batedeira, até ficar tudo bem misturado.
Deitar o preparado num tacho ou assadeira de barro vidrado e levar ao forno, pré-aquecido a 200º, durante cerca de 45 minutos ou até o doce estar cozido e tostado por cima.
Servir bem fresco.
Eu avisei que era muito fácil, não avisei? Agora toca a experimentar...
Mais algumas das manualidades que faço de vez em quando:
Desta vez umas velas decoradas que foram usadas numa benção de bébés...

sábado, 1 de janeiro de 2011

MOUSSE DE PÊSSEGOS

Ano novo, vida nova... e para variar cá estou eu a trabalhar... eh eh eh. Depois de uma bela noite de passagem de ano, alguém tem que trabalhar neste país, o que faz com que eu e a minha colega aqui estejamos a esta hora, ela desde as 08h e eu desde as 09h.
Com uma cara de zombies a olhar uma para a outra... é verdade... que ninguém se deitou a horas decentes.
Deixando a conversa de parte, que tal uma mousse super fácil de fazer para "estrear" este primeiro dia do ano?
500gr de pêssegos em calda
1 limão
250gr de açucar
250ml de natas
3 folhas de gelatina
bolachas torradas q.b.
café frio q.b.

Escorrer os pêssegos da calda e triturá-los, juntanto ao puré obtido umas gotinhas de sumo de limão. Entretanto colocar as folhas de gelatina a demolhar.
Bater as natas com o açucar até ficarem firmes e juntá-las ao puré de pêssego.
No final envolver as folhas de gelatina, previamente escorridas e dissolvidas numa colher de sopa de água quente.
No fundo de uma travessa colocar uma camada de bolachas torradas passadas por café, deitar por cima a mousse e decorar a gosto.
Levar ao frigorífico e servir bem fresca.
Feliz 2011 para todos os que me acompanham...