Sugestões para oferecer ou para ler...


sábado, 20 de agosto de 2011

"A OPERETA DOS VADIOS"

Acho que nunca tinha levado tanto tempo a ler um livro de Fransico Moita Flores, um dos autores portugueses que mais gosto. O facto de ter levado tanto tempo a ler o livro não foi por não ter gostado da obra, nada disso... a culpa é deste mês de Agosto, que nos "atrafulha" de trabalho e que nos rouba o tempo para tudo.
Se a isto juntarmos festas, festivais e concertos de Verão, o tempo torna-se mesmo muito pouco.
Mas finalmente acabei o livro... e recomendo... A princípio pode parecer um pouco confuso, mas a história é muito engraçada e os momentos de formação de um novo partido político são realmente hilariantes.
Um grande livro como só um grande escritor sabe escrever...
De repente, o País ficou de sobrolho carregado. Zangado. A bancarrota revolveu os intestinos da política e entregou ao Povo um sarilho cheio de fome. A democracia, com a barriga cheia de teias de aranha, desatou a vomitar vermes. De testa franzida. Fazedores de milagres. Gente que perdeu a virtude do riso.

Portugal transformou-se num projectorado alemão e Zé Francisco, velho anarquista, exilado em Paris, com os seus amigos de sempre, vindos de todos os lados da política, decidiram criar um novo partido político (PUN) dispostos a ganhar as próximas eleições.
Um grupo de vadios intlectuais, sem eira nem beira, olhando desesperados para os sonhos antigos desfeitos em cinzas. E avançam, munidos de armas terríveis. A mais letal de todas elas é a gargalhada.
Sem programa político, que é caro e ninguém lê, distribuem arroz PUN, provocam o riso e os vadios riem de si próprios.
A democracia dos homens sisudos e sérios, cheia de cangalheiros formatados no mesmo fato de ideias feitas, estremece. A Direita e a Esquerda, ou vice-versa, embasbacam perante este movimento que sacode o país e lhe mata a fome. No meio da desorientação a polícia erra os alvos e os comentadores estrebucham quando são confrontados com um bando de bem-dispostos.
É esta A Opereta dos Vadios. Não sei se será assim a política da bancarrota. Mas se for não virá nenhum mal ao mundo por causa de umas valentes gargalhadas. Afinal, mais vale um político que sabe rir do que uma legião de rapazes sisudos, de gravata escura, empenhados em levarem-nos até aos confins da amargura.
Notas sobre o autor:
Franciso Moita Flores tem o nome associado a uma vasta e prestigiada obra que se distribui pelo romance, televisão, cinema e teatro. Alguns dos seus trabalhos estão inscritos na galeria da melhor ficção nacional. Ballet Rose, Raia dos Medos, O Processo dos Távora, A Ferreirinha, A Fúria das Vinhas, Não Há Lugar Para Divorciadas, Polícias sem História, Filhos do Vento, Mataram o Sidónio, as adaptações de grandes autores como Aquilino Ribeiro, Eça de Queirós, Júlio Dinis, entre outros, tornaram-no uma figura incontornável da dramaturgia escrita em português. Traduzido em várias línguas, várias vezes premiado quer em Portugal quer no estrangeiro, acabou por ser recentemente distinguido pelo Presidente da República com a condecoração de Grande Oficial da Ordem do Infante.
Investigador dos fenómenos da violência e segurança, "está", como costuma dizer, Presidente da Câmara Municipal de Santarém.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

ROLINHOS DE FRANGO

Será que os meus leitores já almoçaram? Pois... a esta hora provavelmente já...
E já planearam o que fazer para o jantar? Não?!?!?
Então aqui fica uma sugestão muito fácil de fazer, resultando num prato leve e muito colorido para o Verão.
A receita não me perguntem de onde veio - é mais um dos recortes de revista que andavam perdidos cá por casa...

4 peitos de frango
4 fatias de presunto
4 fatias de queijo flamengo
sal e pimenta
2 tomates maduros
1 cebola
3 dentes de alho
60gr de manteiga
2dl de vinho branco

Abra os peitos de frango na horizontal, sem despegar, e bata com o martelo dos bifes ou com uma faca de lâmina larga e pesada.
Disponha sobre cada bife o presunto e o queijo. Enrole e ate com fio de cozinha. De seguida, tempere com sal e pimenta.
Corte o tomate aos pedaços e disponha num tabuleiro de forno com a cebola e os alhos picados.
Por cima disponha os rolinhos de frango. Distribua por cima a manteiga aos pedaços e regue com o vinho branco.
Leve ao forno durante 35 minutos, a 200º.
Retire o fio de cozinha, corte os rolos às fatias e sirva

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

FLOGNARDE DE MAÇÃ

Vi a receita no blog da Marinex, mas era feita com alperces.
Mas nesse dia eram as maçãs que abundavam na minha fruteira, por isso decidi adaptar a receita e confeccionei-a com maçãs.
Se com alperces fica bom, com maçãs não se fica nada atrás... servida com uma bola de gelado é uma delícia.
Atrevem-se a experimentar???
Maçãs q.b.
4 ovos
180gr de açucar
80gr de farinha
200ml de natas
1 iogurte natural
1 colher de sopa de essência de canela
1 colher de sobremesa de manteiga
canela em pó

Descasque as maçãs, retire os caroços e corte em fatias grossas.
Unte uma tarteira com manteiga e disponha as maçãs.
Salpique as maçãs com uma colher de açucar e canela em pó.
Num recipiente junte os restantes ingredientes e misture com a varinha mágica.
Disponha por cima das maçãs e leve ao forno, pré-aquecido a 200º, durante 30 minutos.
Sirva morno, acompanhado com uma bola de gelado.

sábado, 6 de agosto de 2011

PAMPLO COM LEGUMES EM PAPELOTES

Ter um colega pescador é do melhor que há, pois de vez em quando lá me aparece peixe de oferta.
Este peixe é conhecido por pamplo ou peixe-mola, e o meu colega simplesmente detesta que este peixe lhe apareça perto do barco, pois com os seus dentes afiados (e diga-se que passagem que o peixe tem uma bela dentadura) roem as sedas o que prejudica a pesca.
Por isso, como lhe dá ganas o peixe, nem o come e quando apanha alguns faz questão de me oferecer.
Desta vez a "morte" dos bichos foi no forno, enrolados nuns belos papelotes... 
Temperar o peixe com sal e sumo de limão e deixar tomar gosto por cerca de uma hora.
Cortar um rectângulo de papel de alumínio, suficientemente grande para enrolar o peixe, e untar com azeite.
Colocar no papel cebola em rodelas finas e o peixe por cima. Temperar com pimenta e por cima do peixe dispôr tomate em rodelas, tiras de pimento, salsa, azeite, cenoura ralada, curgette em rodelas e uma rodela de limão.
Fechar o papel fazendo um embrulho (papelote) de modo a que as pontas fiquem bem unidas para que não se percam os sucos durante a cozedura.
Levar ao forno, pré-aquecido a 200º, durante cerca de 40 minutos.
Retirar com cuidado, abrir o papelote e servir de seguida.... hummmmmm... que coisa tão boa!!!
Há um ano atrás falei-vos de: Chambão com Batatas e Cenoura

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

"O ESTRANHO CASO DE BENJAMIM BUTTON"

Livro pequenino, de leitura fácil e leve, ideal para esta altura do ano. São 4 histórias compiladas num livro: "O diamante tão grande como o Ritz", "O estranho caso de Benjamim Button", "O Tarquínio de Cheapside" e "Ó bruxa do cabelo avermelhado!".
Gostei especialmente de ler a história de Benjamin Button, pois embora tenha visto o filme, o livro retrata uma história um pouco diferente do que se viu no cinema.
Este livro pertence a uma colecção que veio há uns tempos atrás com a revista Visão (acho eu), em que cada livro tinha o preço adicional de 1€ - um investimento barato, para quem gosta de ler...
Benjamin Button é um homem com uma vida ao contrário: nasce como um velho e à medida que vai vivendo, vai rejuvenescendo, o que lhe permite ver a sociedade que o rodeia com um olhar crítico, mas também experimentar uma série de problemas muito diferentes dos do comum dos mortais. Juntamente com a história protagonizada por Benjamin Button, este volume recolhe as outras histórias catalogadas pelo autor como Fantasias, entres as quais se destaca Um Diamante tão Grande como o Ritz.
David Fincher, o responsável de grandes êxitos como Se7en ou O Clube da Luta, contou de novo com Brad Pitt para protagonizar a adaptação d'O Estranho Caso de Benjamin Button à sétima arte, transformando este conto numa emotiva história de amor que conseguiu um cálido acolhimento do público.
Notas sobre o autor:
Francis Scott Fitzgerald nasceu a 24 de setembro de 1896em  Saint Paul, Minnesota  foi um escritor americano.

Fitzgerald é considerado um dos maiores escritores americanos do século XX. As suas histórias, reunidas sob o título Contos da Era do Jazz, reflectiam o estado de espírito da época. Foi um dos escritores da chamada "geração perdida" da literatura americana. Faleceu em  21 de dezembro de 1940, em Hollywood.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

BOLO DE CANELA COM LARANJA

Parece que o tempo está algo "entalado" entre o Verão e o Inverno, ou seja, está com ares de Outono e o mês de Agosto parece que anda a brincar com quem está de férias (o que não é o meu caso) e com quem quer ir para a praia.
Por isso é a altura ideal para ligar o forno e preparar um bolo para o lanche, seja para comer na praia ou para desfrutar em casa na companhia dos amigos.
A receita veio de uma das muitas revistas que tenho em casa, e embora a combinação de laranja + canela pareça algo estranha, o resultado final é surpreendente.
150gr de manteiga
200gr de açucar
4 ovos
sumo e raspa de 1 laranja
300gr de farinha de trigo peneirada com 1 colher de sopa de canela
1 colher de chá de fermento em pó
manteiga para untar
papel vegetal para forrar

Aqueça o forno a 150º. Unte com manteiga uma forma redonda sem chaminé, forre-a com papel vegetal e volte a untar.
Bata a manteiga com o açucar, junte-lhe depois os ovos um a um, batendo bem entre cada adição, e de seguida o sumo e raspa da laranja.
Por fim adicione a farinha com a canela e o fermento, misture bem e deite o preparado na forma.
Leve ao forno durante 1 hora. Antes de retirar verifique se o bolo está cozido, fazendo o teste do palito.
Deixe arrefecer e desenforme.
Fica muito fofinho e com um sabor fantástico!!!

domingo, 31 de julho de 2011

"EM TROCA DE UM CORAÇÃO"


Hoje foi dia de folga e nesta altura do ano dia de folga significa (quase) sempre dia de praia.
E o meu dia de praia não é completo se não tiver um bom livro para ler - confesso que chego a levar 3 revistas dentro do saco de praia, mas nem lhes toco se tiver um bom livro à mão - nem sei porque ainda perco tempo (e dinheiro) a comprar revistas.
Este livro de Jodi Picoult é envolvente da primeira à última página, aborda vários temas e consegue colocar-nos na pele de todos os personagens: tão depressa nos sentimos na pele de uma mãe que perdeu a filha, como nos sentimos no papel do padre que faz de conselheiro espiritual de um prisioneiro, como vestimos a pele de uma advogada... é um dos melhores livros que li até hoje.
Comprem e leiam... esta é daquelas obras que vale a pena o investimento!!!
A aclamada autora apresenta a cativante narrativa de como uma mãe encara a trágica perda de um filho e a última oportunidade de um homem para alcançar a salvação da sua alma.

Shay foi condenado à morte por matar a pequena Elizabeth Nealon e o padrasto. Onze anos mais tarde, a irmã de Elizabeth, Claire, precisa de um transplante de coração e Shay, que vai ser executado, oferece-se como dador. Este último desejo do condenado complica o plano de execução, pois uma injecção letal inutilizaria o orgão. Entretanto, a mãe da criança moribunda debate-se com a questão de pôr de parte o ódio para aceitar o coração do homem que matou a sua filha.
Notas sobre a autora:
Jodi Picoult é licenciada em Escrita Criativa pela Universidade de Princeton e tem um mestrado em Educação pela Universidade de Harvard. Galardoada com o New England Book Award em 2003 pela totalidade da sua obra, é autora de catorze romances, todos bestsellers. Vive em New Hampshire com o marido e os três filhos.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

LAPAS GRELHADAS

Este é um petisco muito apreciado cá em casa e tenho que salientar que é sempre o meu marido que o prepara. Não tenho grande pachorra para estar a limpar as lapas antes de colocá-las na chapa, porque à medida que as vou limpando trato de as ir logo comendo (sim, eu gosto muito de lapas cruas... lol) por isso quando chega a hora de levá-las ao lume já estão em metade da quantidade... eh eh eh.
Por isso as lapas grelhadas são sempre especialidade do meu marido, enquanto eu e a minha filha aguardamos (im)pacientemente que as ditas cheguem à mesa.
Limpar as lapas de areias e impurezas (mantendo-as com a casca) e colocá-las alinhadas sobre uma chapa ou grelhador.
Derreter manteiga juntamente com alho picado e misturar um pouco de sumo de limão.
Levar a chapa a lume forte e quando as lapas começarem a largar a casca, ir regando com o molho de manteiga, repetindo as vezes que forem necessárias até que todas as lapas fiquem bem impregnadas com o molho.
Acompanhar com pão torrado e uma cerveja bem fresquinha.
Petisco "mái bom que bom" deste meu Algarve!!!